No último dia 20/07 do corrente ano, a diretora do SEEPE Maria Isabel Montarroyos participou de audiência na Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público. Na ocasião foi debatido sobre abertura da Unidade de Terapia Intensiva – UTI externa neonatal do Hospital Barão de Lucena – HBL. A questão refere-se a SES abrir o referido setor sem número de profissionais adequados conforme preconiza o Ministério da Saúde - MS. Estiveram presentes outras entidades que representam os profissionais de Saúde, profissionais envolvidos, gestores do HBL e da SES.
A diretora do SEEPE, Maria Isabel Montarroyos retrata o cenário atual dos ENFERMEIROS do HBL. Destacando a precarização do vinculo empregatício, a instituição da escala de plantão extenuante de 12 x 36h, adoção de plantão extra, o qual é pago através de empenho e este profissional só recebe o pagamento relativo ao plantão prestado 3 a 4 meses.
O governo Eduardo Campos tem adotado uma política de pessoal no que concerne a área de enfermagem sem considerar especialização e, muito menos a habilidade do profissional para desempenhar suas funções de forma a atender com segurança e qualidade os usuários do SUS. Destaca ainda, que o Governo do Estado vem DESCUMPRINDO com o Termo de Ajuste de Conduta – TAC ,firmado com o Ministério Público de Pernambuco – MPPE desde 2008. No qual se estabelece a realização de concurso público para os profissionais de saúde entretanto, só houve concurso público para cargo efetivo para os profissionais médicos, atitude que demonstra claramente o desrespeito, descaso e descompromisso com os demais profissionais de saúde que compõe o sistema público de saúde.
Por fim, a diretora argumenta que os profissionais de enfermagem estão à frente da assistência aos pacientes 24horas, estão submetidos a alto grau de estresse decorrente da complexidade das ações e sobrecarga de trabalho inerente às UTI. “Somente a qualificação desses profissionais associado à remuneração justa, condições dignas de trabalho FARÃO o diferencial nos serviços de saúde, a partir da minimização de falhas humanas, evidentemente haverá menos adoecimento com redução do absenteísmo dos profissionais de enfermagem e, sobretudo, a certeza da satisfação e segurança para os clientes/ usuários que são assistidos por esses profissionais” afirma Maria Isabel Montarroyos.
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